.



Dinheiro invisível: os bastidores da conversa com Takeo Oliveira no Siga para o Alvo

Saldo positivo na conta costuma ser lido como a prova mais simples de que a empresa vai bem. Para Takeo Oliveira, fundador da Consulte & Associados, é justamente esse saldo positivo que costuma esconder o problema mais caro em uma operação.

Ele explica: quando a conta fecha no azul, o gestor perde a urgência de investigar os próprios processos. O dinheiro que deveria estar ali simplesmente não é cobrado, porque nada no extrato aponta para o contrário.

Foi sobre esse tipo de distorção que Takeo Oliveira falou no episódio mais recente do Siga para o Alvo, podcast apresentado por Tamara Rubio Constantino.

Administrador, contador e sócio-fundador da Consulte & Associados, Takeo soma mais de 25 anos em auditoria e controladoria, com passagens por KPMG, PRGX e Louis Dreyfus, período em que participou da recuperação de mais de R$ 100 milhões para empresas como Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Makro. Hoje aplica esse mesmo olhar em empresas de pequeno e médio porte.

O sintoma que todo gestor conhece

Cortar custo, renegociar contrato, apertar processo. E ainda assim, a margem não melhora na proporção esperada.

Takeo chama esse fenômeno de dinheiro invisível: valor que a empresa já ganhou, mas que se dissolve entre o momento da compra e o momento do pagamento, ou entre o momento da venda e o momento do recebimento. Ele não aparece como prejuízo no balanço. Aparece como uma margem que nunca é exatamente a esperada, sempre com uma explicação plausível ao lado: câmbio, imposto, sazonalidade.

O problema é que essa explicação é raramente a causa real.

Onde o dinheiro para de ser dinheiro

Segundo Takeo, a origem raramente está em um único erro grande. Está em uma sequência de pequenas falhas de processo que, sozinhas, parecem irrelevantes:

  • uma compra feita sem cotação
  • uma mercadoria recebida sem conferência do pedido
  • um pagamento de frete lançado mais de uma vez na mesma carga
  • um desconto que deveria ter sido aplicado e não foi
  • um controle de estoque que não reflete o que realmente existe na prateleira

Isoladamente, cada um desses pontos parece pouco. Mas Takeo descreve um padrão que se repete em praticamente todos os diagnósticos: um caso pontual, analisado com rigor, expõe um comportamento que se repete ao longo de meses. Um pagamento de frete duplicado, de poucos reais, revela uma falha sistêmica que, somada, chega a milhares de reais.

Não é sobre encontrar o culpado dentro da equipe. É sobre reconhecer que nenhuma operação em crescimento consegue ser fiscalizada por um único par de olhos.

Faturar mais não é o mesmo que lucrar mais

Administrar pela conta-corrente, sem visibilidade sobre os ciclos financeiros, é dirigir sem saber o que tem na próxima curva.

Esse ponto explica por que faturar mais nem sempre significa lucrar mais. Se os ciclos de compra e venda não estão protegidos, o crescimento do faturamento aumenta os gargalos na mesma proporção. A empresa trabalha mais para sustentar o mesmo problema, só que em uma escala maior.

Antes de cortar custo, buscar crédito ou crescer

A conversa trouxe três decisões que costumam ser tomadas sem esse diagnóstico prévio, e que Takeo recomenda revisar:

Corte de custo. Um corte feito sem entender o ciclo financeiro pode eliminar justamente a função que evitava erros, abrindo um vazamento maior do que a economia gerada.

Busca por crédito. Tomar crédito para aliviar o caixa, sem antes tratar os gargalos internos, tende a alimentar o próprio problema: o dinheiro que entra se perde pelo mesmo ralo que já existia antes.

Expansão e crescimento. Uma nova unidade, uma equipe maior ou um novo serviço multiplicam o volume de transações. Se o processo já era falho em pequena escala, ele se torna ingovernável em uma escala maior, e é aí que muitos negócios batem no teto sem entender exatamente por quê.

O caminho não é mais controle manual, é diagnóstico

A resposta de Takeo para esse cenário não é um sistema novo, nem mais um relatório para o gestor acompanhar. É um diagnóstico dos dois ciclos financeiros centrais de qualquer operação de compra e venda: do pedido de compra até o pagamento ao fornecedor, e da venda até o recebimento do cliente.

Esse diagnóstico tem um efeito que vai além do número recuperado. Ele devolve ao gestor a consciência de onde exatamente a empresa perde valor, o que muda a forma como ele passa a tomar decisões, principalmente sobre crédito, investimento e crescimento.

A pergunta que fica

Quanto do resultado deste trimestre já se perdeu antes mesmo de aparecer no caixa?

Se essa pergunta gera desconforto, talvez seja o momento de olhar para os ciclos financeiros da empresa com mais rigor do que a rotina permite.

Pare de tentar adivinhar onde o dinheiro está vazando

A boa notícia é que esse tipo de resposta não depende de mais tempo, nem de mais achismo. Depende de um diagnóstico feito com método.

Agende uma sessão de diagnóstico gratuita com Takeo Oliveira e saia da reunião com clareza sobre os processos da sua empresa.

Agende uma sessão de diagnóstico gratuita com Takeo Oliveira e saia da reunião com clareza sobre os processos da sua empresa.


Agendar diagnóstico gratuito

Sobre o episódio

Este artigo foi baseado na conversa completa entre Takeo Oliveira e Tamara Rubio Constantino no podcast Siga para o Alvo. No episódio, Takeo detalha, entre outros pontos:

  • Como falhas nos processos de compra e venda geram perdas silenciosas;
  • Por que o balanço contábil não mostra todos os vazamentos;
  • A diferença entre faturamento e dinheiro que realmente fica;
  • Casos reais de recuperação de valores;
  • Como identificar o dinheiro invisível na própria operação.

Assista ao episódio na íntegra logo abaixo, ou diretamente no YouTube: https://youtu.be/EB4MDRKfH4g

admin

Consultor Empresarial Especialista em Identificar e Trazer de Volta Todo e Qualquer Dinheiro Invisível no Cíclo de Compra e Venda B2B
Administrador de Empresas e Contador, mais de 25 anos de experiência em Auditoria e Controladoria
Criador do Método RDI (Recuperação de Dinheiro Invisível)\"


Compartilhe este post:

LinkedIn WhatsApp

    Deixe seu comentário aqui:

    WhatsApp